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A VOZ DO SERTÃO é um derivado da palavra profética que encontramos em Isaías 40:3 “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor”. A voz no deserto é profética, porque ela é a voz do profeta Isaías, que está falando. E não somente a voz de Isaías, mas também a voz do profeta João Batista. João Batista se identificou como essa voz: Ele respondeu (João 1, 23): “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor”. O que caracteriza a voz profética? Em primeiro lugar, a voz do profeta é independente. O verdadeiro profeta não é como os falsos profetas, que falam o que o povo e os seus governadores querem ouvir. Temos um bom exemplo disso em 1 Reis 22. Os reis Josafá e Acabe querem atacar Ramote-Gileade, que está nas mãos do rei da Síria. Porém, antes de subir, eles querem consultar a palavra do Senhor. Então,Acabe chamou os 400 profetas dele, que eram falsos, e todos eles profetizaram a uma voz, dizendo coisas boas: a campanha seria um sucesso! Mas existe ma…

O Sal da Terra e a Lei de Moisés

O Sal da Terra e a Lei de Moisés
“O sal deve arder” disse Lutero uma vez. E com isso ele queria dizer que devemos aplicar o sal rigorosamente. O sal deve ser puro, para arder. Porque se o sal ficar insípido, não funcionará bem e não servirá para nada. Em uma das postagens anteriores já disse que podemos considerar Jesus como O Sal da terra. Por excelência! Um bom exemplo disso é a história da mulher adúltera que encontramos em João 8! Acredito que todo mundo conheça bem essa história. Jesus estava ensinando no templo e num certo momento houve um tumulto: um grupo de homens estava se aproximando, e levaram consigo uma mulher que foi pega em flagrante. Um caso de adultério. De acordo com a lei de Moisés, ela devia ser condenada e apedrejada. Ela e o parceiro. Ele não estava lá, mas ela, sim. Os Fariseus, que podem ser considerados como os guardas da lei, não aplicaram a pena da morte logo, mas decidiram se aproveitar dessa situação e levar o caso para Jesus com a intenção de testá-lo. …

A rejeição da Reprovação Contestada

Caros leitores, Ontem li um artigo de Fred H. Klooster (veja: Calvin Theological Jornal, Volume 19, 1, abril 1984) sobre o caso de Harry R. Boer, que teve problemas com os Cânones de Dordt, especialmente com os artigos I, 6 e I, 15, que falam sobre a Reprovação. O caso foi tratado pelo Concílio Nacional da “Christian Reformed Church”, nos Estados Unidos.
O artigo é uma avaliação do livro de Harry R. Boer, “The Doctrine of Reprobation in the Christian Reformed Church” (1983). Fred Klooster coloca o livro em seu contexto histórico e conta a história do missionário Harry R. Boer, que começou a ter questões a respeito da doutrina da Reprovação desde os anos 60. Não preciso contar todos os detalhes aqui. Após um longo caminho eclesiástico o caso chegou à mesa do Sínodo Nacional da “Christian Reformed Church”, no início dos anos 80.
O que chamou a minha atenção foi a interpretação errônea de Harry R. Boer, que defende que os Cânones de Dordt ensinam uma forma de fatalismo ou determinismo.…

A agenda do sal da terra.

A AGENDA DO SAL DA TERRA

Num desses dias li uma meditação de Hernandes Dias Lopes[1], que disse:
“É preciso existir um equilíbrio entre a vida de Jesus e a nossa vida. Precisamos imitá-lo. Viver como ele viveu. Sermos mansos e humildes de coração como ele foi. Aqueles que foram transformados pelo evangelho não podem viver na contramão dos preceitos do Evangelho. Não basta pregar aos ouvidos; precisamos também pregar aos olhos. Não basta falar do Evangelho; precisamos também viver o Evangelho. Não basta ter luz na mente; é preciso ter também fogo no coração. Não basta ortodoxia (doutrina certa); é preciso também ortopraxia (vida certa). A conduta do cristão precisa atrair as pessoas a Cristo em vez de afastá-las de Cristo. Sem testemunho do evangelho, a igreja torna-se sal sem sabor, e luz debaixo de um cesto”.
Quando li, pensei: AMÉM! O autor toca um aspecto da vida Cristã que é importantíssimo para o nosso papel de ser “Sal da terra”! Muitos cristãos pregam, mas não praticam. Isso de…

Tudo ou nada?

Na última vez, observamos como Jesus atua como o sal da terra. Ele quer preservar o casamento, frente à tentativa dos fariseus de terminar com o casamento por qualquer motivo. Jesus apontou para a ordenança boa da criação e disse que não pode se divorciar, apenas no caso de adultério. Os discípulos, ouvindo isso, reagiram rigorosamente e disseram: então é melhor não casar!
Então, Jesus é confrontado com duas extremidades a respeito do casamento; os Fariseus querem liberdade, e divórcio por qualquer motivo, e os discípulos, ouvindo que só se pode terminar o casamento no caso de adultério, correm para a outra extremidade, dizendo: então, é melhor não casar!
Como resolver isso? Jesus, como o sal da terra, quer preservar o casamento, que era uma coisa boa que Deus criou. Uma boa lembrança do paraíso, cheia de felicidade. Mas parece que, depois da queda, o casamento se transformou numa coisa ruim. O casamento sem saída parece uma prisão, ou pior ainda: UM INFERNO! É melhor não casar!
Jesus, …

Jesus Cristo, o Sal da Terra

“Vós sois o sal da terra” disse Jesus aos seus discípulos. O sal serve para preservar certas coisas como carne e peixe. O sal da terra serve para preservar as coisas da terra. O próprio Jesus nos deu um exemplo de como devemos fazer isso. Podemos ler sobre isso em Mateus 19: a questão do divórcio. A questão do divórcio era uma questão delicada desde o momento em que existe o casamento. Deus honrou o casamento em sua lei e o protegeu pelo sétimo mandamento: “não adulterarás”. O casamento faz parte da felicidade do paraíso, mas depois da queda ele podia se transformar num inferno, quando o amor se esfriou e o casal não sabe perdoar os pecados. O casamento podia se tornar um problema e o divórcio poderia ser uma solução. Alguns Fariseus se aproximaram de Jesus e o perguntaram: “É licito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?”. O veneno dessa pergunta está no final: “por qualquer motivo”? Eles não pensam em coisas sérias como adultério, mas querem saber se existe a liberda…

O Sal da terra entre Cila e Caríbdis

“Vós sois Sal da terra”, disse Jesus aos seus discípulos. O sal serve para preservar produtos. Um bom exemplo aqui no Nordeste é o “charque”, que é uma carne salgada e seca. Antigamente, os produtores de carne bovina eram os estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba. Os mercados consumidores eram Pernambuco e Bahia. Então, os produtores deviam transportar o gado para Pernambuco e Bahia. Porém o rebanho sofria muito durante o transporte; o resultado foi uma desvalorização do rebanho durante o transporte para abate nos mercados consumidores; então, os produtores começaram a abater os animais e conservar a carne em sal. Gado e sal foram os negócios que renderam muito lucro para suas capitanias produtoras.
O sal serve também para dar sabor aos produtos. Pão sem sal não tem muito sabor, e um churrasco de carne que não foi salgada, não é um sucesso! O sal deve sair do saleiro para dar sabor a carne. Essa é uma das aulas de Jesus aqui para seus discípulos. O sal serve para dar sabor a ca…

Vós sois o sal da terra (2)

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“Vós sois o sal da terra”
Essas palavras foram originalmente escritas em grego, e nunca teriam tido um impacto tão grande se não tivessem sido traduzidas para a linguagem do povo. Uma das maiores bênçãos da Reforma foi a tradução da Bíblia (Em primeiro lugar por Erasmus, e depois por Lutero) para a língua nativa. Assim as pessoas aprenderam o mandamento do Senhor: “Vós sois o sal da terra”. Lutero quis levar a palavra de Deus ao povo. Ele escreveu um hino que diz: “De Deus o Verbo ficará, sabemos com certeza. E nada nos perturbará, com Cristo por defesa”. A palavra de Deus tinha que ser pregada, semeada nos corações, onde devia produzir frutos. Como Jesus disse: “Vós sois o sal da terra”! O sal dá sabor à comida, mas isso não funciona se o sal ficar dentro do saleiro. O sal deve sair e ter contato com a carne; ele deve penetrar na carne para ser efetivo. Isso é um exemplo para a igreja. “Vós sois o sal da terra”, disse Jesus. Vocês não podem se isolar na igreja. Vocês têm que fazer conta…