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A VOZ DO SERTÃO é um derivado da palavra profética que encontramos em Isaías 40:3 “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor”. A voz no deserto é profética, porque ela é a voz do profeta Isaías, que está falando. E não somente a voz de Isaías, mas também a voz do profeta João Batista. João Batista se identificou como essa voz: Ele respondeu (João 1, 23): “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor”. O que caracteriza a voz profética? Em primeiro lugar, a voz do profeta é independente. O verdadeiro profeta não é como os falsos profetas, que falam o que o povo e os seus governadores querem ouvir. Temos um bom exemplo disso em 1 Reis 22. Os reis Josafá e Acabe querem atacar Ramote-Gileade, que está nas mãos do rei da Síria. Porém, antes de subir, eles querem consultar a palavra do Senhor. Então,Acabe chamou os 400 profetas dele, que eram falsos, e todos eles profetizaram a uma voz, dizendo coisas boas: a campanha seria um sucesso! Mas existe ma…

A agenda do sal da terra.

A AGENDA DO SAL DA TERRA

Num desses dias li uma meditação de Hernandes Dias Lopes[1], que disse:
“É preciso existir um equilíbrio entre a vida de Jesus e a nossa vida. Precisamos imitá-lo. Viver como ele viveu. Sermos mansos e humildes de coração como ele foi. Aqueles que foram transformados pelo evangelho não podem viver na contramão dos preceitos do Evangelho. Não basta pregar aos ouvidos; precisamos também pregar aos olhos. Não basta falar do Evangelho; precisamos também viver o Evangelho. Não basta ter luz na mente; é preciso ter também fogo no coração. Não basta ortodoxia (doutrina certa); é preciso também ortopraxia (vida certa). A conduta do cristão precisa atrair as pessoas a Cristo em vez de afastá-las de Cristo. Sem testemunho do evangelho, a igreja torna-se sal sem sabor, e luz debaixo de um cesto”.
Quando li, pensei: AMÉM! O autor toca um aspecto da vida Cristã que é importantíssimo para o nosso papel de ser “Sal da terra”! Muitos cristãos pregam, mas não praticam. Isso de…

Tudo ou nada?

Na última vez, observamos como Jesus atua como o sal da terra. Ele quer preservar o casamento, frente à tentativa dos fariseus de terminar com o casamento por qualquer motivo. Jesus apontou para a ordenança boa da criação e disse que não pode se divorciar, apenas no caso de adultério. Os discípulos, ouvindo isso, reagiram rigorosamente e disseram: então é melhor não casar!
Então, Jesus é confrontado com duas extremidades a respeito do casamento; os Fariseus querem liberdade, e divórcio por qualquer motivo, e os discípulos, ouvindo que só se pode terminar o casamento no caso de adultério, correm para a outra extremidade, dizendo: então, é melhor não casar!
Como resolver isso? Jesus, como o sal da terra, quer preservar o casamento, que era uma coisa boa que Deus criou. Uma boa lembrança do paraíso, cheia de felicidade. Mas parece que, depois da queda, o casamento se transformou numa coisa ruim. O casamento sem saída parece uma prisão, ou pior ainda: UM INFERNO! É melhor não casar!
Jesus, …

Jesus Cristo, o Sal da Terra

“Vós sois o sal da terra” disse Jesus aos seus discípulos. O sal serve para preservar certas coisas como carne e peixe. O sal da terra serve para preservar as coisas da terra. O próprio Jesus nos deu um exemplo de como devemos fazer isso. Podemos ler sobre isso em Mateus 19: a questão do divórcio. A questão do divórcio era uma questão delicada desde o momento em que existe o casamento. Deus honrou o casamento em sua lei e o protegeu pelo sétimo mandamento: “não adulterarás”. O casamento faz parte da felicidade do paraíso, mas depois da queda ele podia se transformar num inferno, quando o amor se esfriou e o casal não sabe perdoar os pecados. O casamento podia se tornar um problema e o divórcio poderia ser uma solução. Alguns Fariseus se aproximaram de Jesus e o perguntaram: “É licito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?”. O veneno dessa pergunta está no final: “por qualquer motivo”? Eles não pensam em coisas sérias como adultério, mas querem saber se existe a liberda…

O Sal da terra entre Cila e Caríbdis

“Vós sois Sal da terra”, disse Jesus aos seus discípulos. O sal serve para preservar produtos. Um bom exemplo aqui no Nordeste é o “charque”, que é uma carne salgada e seca. Antigamente, os produtores de carne bovina eram os estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba. Os mercados consumidores eram Pernambuco e Bahia. Então, os produtores deviam transportar o gado para Pernambuco e Bahia. Porém o rebanho sofria muito durante o transporte; o resultado foi uma desvalorização do rebanho durante o transporte para abate nos mercados consumidores; então, os produtores começaram a abater os animais e conservar a carne em sal. Gado e sal foram os negócios que renderam muito lucro para suas capitanias produtoras.
O sal serve também para dar sabor aos produtos. Pão sem sal não tem muito sabor, e um churrasco de carne que não foi salgada, não é um sucesso! O sal deve sair do saleiro para dar sabor a carne. Essa é uma das aulas de Jesus aqui para seus discípulos. O sal serve para dar sabor a ca…

Vós sois o sal da terra (2)

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“Vós sois o sal da terra”
Essas palavras foram originalmente escritas em grego, e nunca teriam tido um impacto tão grande se não tivessem sido traduzidas para a linguagem do povo. Uma das maiores bênçãos da Reforma foi a tradução da Bíblia (Em primeiro lugar por Erasmus, e depois por Lutero) para a língua nativa. Assim as pessoas aprenderam o mandamento do Senhor: “Vós sois o sal da terra”. Lutero quis levar a palavra de Deus ao povo. Ele escreveu um hino que diz: “De Deus o Verbo ficará, sabemos com certeza. E nada nos perturbará, com Cristo por defesa”. A palavra de Deus tinha que ser pregada, semeada nos corações, onde devia produzir frutos. Como Jesus disse: “Vós sois o sal da terra”! O sal dá sabor à comida, mas isso não funciona se o sal ficar dentro do saleiro. O sal deve sair e ter contato com a carne; ele deve penetrar na carne para ser efetivo. Isso é um exemplo para a igreja. “Vós sois o sal da terra”, disse Jesus. Vocês não podem se isolar na igreja. Vocês têm que fazer conta…

Vós sois o sal da terra!

Ontem eu li uma meditação de Hernandes Dias Lopes[1] que combina com o que eu escrevi na introdução. O título do trecho é “O perigo da politização da Igreja”. Vou copiar o trecho e deixar ele falar, para que possam conhecer o pensamento dele e ainda comprar o seu devocional, que é muito bom! Ele escreveu o seguinte: “Sempre que a igreja se uniu ao Estado, ela perdeu sua pureza. Sempre que a igreja se envolveu com política partidária, perdeu sua visão. Algumas denominações evangélicas no Brasil tornaram-se currais eleitorais. Líderes movidos pela sede de poder loteiam os templos, manipulam seus membros, para elegerem os candidatos de sua igreja, embalados pelas piores motivações. Os candidatos são escolhidos, muitas vezes, não pela sua vocação política, preparo esmerado e ética granítica, mas pelas conveniências daqueles que o elegem, para defender não os interesses do país, mas para fazerem lobby em favor da sua igreja. Essa politização da igreja tem minado sua credibilidade e abafa…